Transformando Desafios em Oportunidades: Bem-vindo à Ascendis
Na Ascendis Consultoria e Desenvolvimento, acreditamos no poder transformador das pessoas e das organizações.

O Futuro das Empresas com Inteligência Artificial: o Tsunami da Transformação

Você está pronto para surfar na onda da inteligência artificial (IA) ou vai assistir da areia enquanto outros lideram o futuro??

John Jackson Buettgen
01/01/2025

 

 

A revolução trazida pela IA está acontecendo em uma velocidade e abrangência sem precedentes. Resolvi escrever este artigo inspirado pelo podcast “Gestão do Amanhã”, apresentado por José Salibi Neto e Sandro Magaldi, no qual eles entrevistaram Walter Longo e aqui exploramos as ideias dele. Longo, um dos grandes pensadores brasileiros sobre tecnologia e comportamento, destacou que não estamos vivendo apenas uma época de mudança, mas sim uma mudança de época. Empresas que não entenderem isso correm o risco de se tornarem irrelevantes em um mercado cada vez mais dinâmico e individualizado.

 

IA: Inteligência Ampliada, Não Artificial

É comum que a IA seja vista como uma tecnologia ameaçadora, capaz de substituir empregos e desumanizar processos. No entanto, Longo propõe uma visão mais otimista: a IA não é uma substituição, mas uma extensão da inteligência humana — uma ferramenta que nos permite ser mais criativos, produtivos e, paradoxalmente, mais humanos.

Imagine um médico que, com a ajuda de algoritmos, possa analisar milhares de exames em segundos, dedicando mais tempo à empatia e ao cuidado com os pacientes. Ou um advogado que utilize ferramentas de IA para automatizar tarefas burocráticas e focar na estratégia. A IA é, essencialmente, o que Longo chama de “potencialização humana”: um meio de devolver ao profissional o que há de mais valioso — o toque humano.

 

Transformação Digital: A Liderança do RH

Uma das ideias mais provocantes de Longo é que a área de Recursos Humanos deve liderar a transformação digital das empresas. Historicamente relegada a um papel de suporte, o RH agora precisa assumir a missão de integrar o capital humano ao capital tecnológico.

Por que isso é essencial? Porque não estamos lidando apenas com mudanças tecnológicas, mas com a transformação de pessoas, o que coaduna com com a ideia de "potencialização humana". Longo introduz o conceito de neo-humanos, profissionais que combinam experiência e conhecimento com ferramentas digitais. Esses profissionais não são apenas trabalhadores; são solucionadores de problemas exponenciais, preparados para aprender e se adaptar em tempo recorde.

O papel do RH, nesse contexto, é treinar, engajar e capacitar essas pessoas para usar a IA de forma eficaz. Isso inclui não apenas programas de treinamento que ensinam o uso de ferramentas como ChatGPT ou MidJourney, mas também o desenvolvimento de competências que promovam a adaptação às mudanças tecnológicas de forma sustentável. Mais do que isso, é preciso criar uma cultura organizacional que valorize tanto a criatividade e a inovação quanto os resultados comerciais, construindo um ambiente que integre plenamente o potencial humano e digital.

 

Da Publicidade à Identidade: Uma Nova Era de Consumo

Outra observação de Longo é como a publicidade e a comunicação mudaram de um modelo aspiracional para um modelo identitário. Antes, marcas vendiam sonhos — o carro que traria status ou a margarina que prometia uma família feliz. Hoje, as pessoas buscam produtos que reflitam quem elas são.

No entanto, essa mudança trouxe desafios às marcas. Como vender algo em um mercado onde o consumo é cada vez mais pragmático? A resposta está na personalização possibilitada pela IA. Plataformas como Amazon e Netflix já demonstram o poder do marketing preditivo, entregando produtos e serviços que parecem “ler” os desejos dos consumidores antes mesmo que eles sejam expressos.

 

A Era do Repertório e da Empatia Digital

Longo destaca ainda um ponto crítico: a importância do repertório e do vocabulário na era da IA. Ferramentas como o ChatGPT, por exemplo, funcionam melhor quando alimentadas com comandos bem estruturados. Aqui, a experiência das gerações mais velhas se torna um ativo valioso.

Pessoas com mais de 50 anos, muitas vezes subestimadas no mercado de trabalho, têm algo que falta às gerações mais jovens: bagagem cultural e um vocabulário amplo. Em um mundo onde a comunicação clara é essencial para interagir com IA, esses profissionais podem se destacar como verdadeiros líderes da transformação digital.

 

O Desafio das Empresas: Criatividade e Inovação

Outro ponto crucial é o equilíbrio entre produtividade e criatividade. Longo argumenta que ambientes de trabalho remotos, apesar de eficientes, podem comprometer a criatividade coletiva. A solução está em criar espaços híbridos que promovam interações humanas ricas e estímulos criativos.

Em grandes cidades, como São Paulo ou Nova York, o chamado “potencial adjacente” — a capacidade de gerar ideias a partir de interações casuais — é maximizado. Isso significa que empresas que investem em escritórios colaborativos, além de plataformas digitais, podem se destacar em inovação.

 

Conclusão: Normal ou Exponencial?

Estamos diante de uma escolha fundamental: continuar no caminho do “normal” ou abraçar o potencial exponencial que a IA oferece. Isso exige não apenas ferramentas, mas uma mudança de mentalidade. Como Walter Longo sugere, é hora de encarar a IA não como um inimigo, mas como um cinto de utilidades que transforma cada um de nós em uma versão ampliada de si mesmo.

 

Call to Action: Comece hoje mesmo sua jornada rumo à inteligência ampliada. Dedique uma hora por dia para explorar ferramentas de IA, expanda seu vocabulário e reflita sobre como sua empresa pode adotar uma cultura mais inovadora e humana. Compartilhe este artigo com sua rede e discuta como você pode liderar essa transformação. O futuro é agora, e ele depende de você.

 


John Jackson Buettgen é Diretor da Ascendis Consultoria e Desenvolvimento, empresa focada na solução de problemas empresariais através do desenvolvimento das pessoas. Também é professor universitário e autor de diversas obras voltadas ao empreendedorismo, inovação e gestão de operações.